domingo, 2 de maio de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010

A organização específica dos anarquistas é uma instância própria, como está implícita na designação, com peculiaridades que definem princípios básicos, cuja prática depende de sua existência.
O projeto revolucionário preconizando o socialismo libertário exige uma organização onde se definam estratégias para todas as instâncias e alternativas afins, ao mesmo tempo que suas práticas sejam um exercício antecipado do projeto. Assim, liberdade, responsabilidade, ética, federalismo, solidariedade, autogestão etc. não devem ser apenas conceitos de um discurso teórico, mas o que defina a prática e o comportamento dos anarquistas na organização. Assim como os indivíduos são a unidade celular da organização, os grupos e coletivos são seus núcleos básicos.
Os grupos de afinidade são constituídos por militantes cujo o relacionamento fundado em interesses peculiares é tanto mais intenso na medida em que é alimentado por idéias e práticas revolucionárias. Cada grupo tem um número limitado de participantes que garante maior grau de intimidade entre seus membros. São autônomos, onde seus integrantes podem reestruturar-se tanto individual quanto socialmente. Funcionam como catalisadores do movimento proporcionando iniciativa e conscientização. A união ou separação de cada grupo é determinado pelas circunstâncias e interesses próprios, e não por qualquer decisão centralizada. As adesões ou saídas são feitas espontânea e livremente, sem pressão de qualquer natureza. Durante os períodos de repressão os grupos de afinidade são muito resistentes. Devido ao alto grau de coesão que existe entre os participantes se torna difícil penetrar no grupo, e mesmo sob as condições mais difíceis os grupos de afinidade conseguem manter contatos. Nada impede que os grupos trabalhem juntos em qualquer nível que se fizer necessário. Podem unir-se com grupos locais, regionais ou nacionais, de forma permanente ou eventual para a formulação de planos comuns. Cada grupo procura reunir os recursos necessários para funcionar com o máximo de autonomia.
A união de interesses com objetivos comuns, sem quebra da autonomia é a característica básica do federalismo. Assim as uniões locais se organizam em regionais e estas em nacionais até a confederação internacional. Tudo o que diz respeito exclusivamente a cada instância é resolvido, desde o indivíduo até a federação, em foro próprio, de forma livre e autônoma. Só quando o interesse abrange objetivos comuns, seja de grupo a grupo, seja até de um país para outro, então surge o acordo e o COMPROMISSO e aqui convém dizer alguma coisa a respeito da liberdade e da responsabilidade.
O que é liberdade? Tema de grandes controvérsias através da história. Há livre-arbítrio ou determinismo? Praticamos nossos atos por escolha ou não? Somos apenas dirigidos pelos nossos impulsos interiores aos quais não controlamos? Acontece que o homem é um animal racional: verdade que todos aceitam. Ser racional é ser capaz de escolher, capaz de preferir, de pesar, de comparar esta ou aquela solução, de captar as possibilidades das possibilidades. O homem pode prever as conseqüências de seus atos. Pode imaginar que se proceder assim, poderá suceder isto ou aquilo. Tal ato poderá levar a tais ou quais conseqüências. E porque pode julgar, comparar, pode medir, pode escolher. Se o homem fosse apenas um autômato não teria noção de futuro. Ao ter noção do futuro demonstra independência, capacidade de escolher no suceder que sobrevém. É por isso que o homem é um ser autônomo e conhece a liberdade. Quando temos um impulso para um ato determinado e refletimos sobre as conseqüências, ao pensarmos se nos revela uma série do possibilidades que vamos analisando racionalmente. Reprimimos o impulso, vencemos o desejo e resolvemos não fazer o que desejávamos. Negar esse fato prático que verificamos em nossas vida seria negar praticamente todo o poder da educação. Nossos maiores obstáculos contra os quais temos que lutar são justamente a pregação e a crença de que só podemos resolver os magnos problemas econômicos e sociais a custa da liberdade. Mas a liberdade é muito mais. E é através da conquista da própria liberdade que podemos garantir a solução que buscamos para esses problemas. O caminho da liberdade é o da prática da própria liberdade. É com a prática da liberdade que formamos homens livres.
A responsabilidade é a obrigação de responder pelos próprios atos ou de alguém ou de algo que nos foi confiado. Ninguém pode ser responsável se não for livre. A responsabilidade tem dois aspectos: individual e coletivo. A responsabilidade individual obriga a pessoa a responder apenas pelos próprios atos ou por algo confiado à própria. A responsabilidade coletiva obriga não só pelos próprios atos, mas também pelos atos alheios, quando se trata de atos, deliberados, aceitos e decididos livremente por um grupo de indivíduos associados para realizar uma tarefa comum. Cada um e todos, neste caso, são responsáveis individual e coletivamente e sua liberdade é determinada pelo duplo caráter da responsabilidade. A responsabilidade individual, e obrigação de responder pelos próprios atos ou de coisas que lhe forem confiadas não pode ser eludida por nenhum outro indivíduo que esteja na posse normal de suas faculdades mentais. Há três tipos de anarquistas: a) os individualistas adversários de toda forma de associação; b) os individualistas partidários da associação livre e momentânea, mas contra a organização; c) os partidários da organização metódica e permanente. Defensores que somos da última posição, não falaremos das duas primeiras. A concepção de responsabilidade individual, dentro da organização, parte da coexistência do indivíduo e da sociedade como uma necessidade básica, cuja a realidade é anterior a sua própria existência. Parte do princípio da solidariedade preconizada para uma sociedade anarquista e se estende à toda uma categoria de seres humanos que compartilham suas concepções e lutam pelo mesmo fim. Ligados por uma concordância de interesses, são responsáveis por todos os atos de sua vida que tenham um caráter social, cujas conseqüências, boas ou más, podem influir sobre as condições de existência, de segurança, e de bem estar de seus semelhantes. Atos que prejudiquem companheiros devem ser evitados. Os exemplos são infindáveis e se multiplicam quando a luta se intensifica, como nos casos de greve, quando a responsabilidade coletiva se sedimenta na responsabilidade individual e é fundamental.
A responsabilidade coletiva, é própria da organização anarquista. Está implícita na aplicação dos princípios federalistas. Ela ascendente e descendente. Obriga o indivíduo a responder por seus atos ante o coletivo e este enquanto tal responde ao indivíduo. Não há oposição entre a responsabilidade coletiva e individual. Ambas se completam e se ampliam sob o ponto de vista social. Quando um grupo ou coletivo toma uma decisão que emana da prática dos princípios, aprovando uma ação a desenvolver, nenhum de seus membros pode dissociar-se, omitir-se ou agir de maneira a prejudicar a consecução do objetivo colimado. Todos são co-responsáveis. A responsabilidade é coletiva, social. A decisão foi coletiva, a prática é coletiva, a responsabilidade é coletiva. A resolução foi tomada de forma soberana e livre por todos. A liberdade não é ausência de restrições. É opção, é a aceitação livre de obrigações sociais. Na organização, compromisso e responsabilidade se identificam. O não cumprimento da obrigação, do compromisso, pode denotar irresponsabilidade, imaturidade, fraqueza e outros aspectos que nos remetem para a ética.
Todos os nossos atos são passíveis de juízos de valor e de conotações éticas. Tudo o que foi exposto até aqui tem implicações éticas. Há vastíssimos estudos sobre a ética, desde a transcendente (religiosa) até a ultra-racionalista, amoral, que pretende justificar posições totalitárias, racistas, de casta, de Estado etc. A que nos interessa é a ética imanente, que fundamenta as doutrinas libertárias, estudada e defendida por Proudhon, e desenvolvida por Kropotkin, com bases sólidas, que aceitam uma ordem natural entre os homens, fundada nas tensões que formam e procuram conservar-se, porque na realidade toda ética está fundada nelas e nos interesses por elas criados. Portanto, se a sociedade for organizada sob bases simples e naturais, formará naturalmente sua ética, não como uma necessidade apenas, mas porque o homem sabe descobrir o que lhe convém para ordenar as suas relações, porque sabe escolher. Por isso os homens, quando se reúnem para um fim comum, sabem deduzir de sua organização as regras e princípios justos (ajustados) que permitam conquistar, da melhor forma, o fim a que visam, como tem se verificado ao longo da história na constante da polarização entre liberdade e autoritarismo, e em todos os movimentos que buscam a superação social. Dessa forma, a organização anarquista desenvolve sua própria ética, fundada num dever ser próprio, que como todo ato ético é frustrável. O ato anti-ético para o anarquista é tudo que ofende a normal da organização. E o vigor, o desenvolvimento, as grandes possibilidades do projeto anarquista dependem fundamentalmente da coerência de sua ética.
Jaime Cuberos (Setembro de 1990)
segunda-feira, 29 de março de 2010

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Ação entre amigos I
O evento foi organizado pela Liga Libertaria – organização anarquista que atua a 7 anos na região de Presidente Prudente. “A maioria dos objetivos estipulados para o evento foi atingido com sucesso”, afirma o organizador e militante Teodoro Marceliano de 19 anos. “Como o próprio nome diz, esse foi um evento para reunir amigos e tentar movimentar um pouco a cena underground de Presidente Prudente e Região, que infelizmente não tem nenhum apoio, e cansado de esperar por que façam alguma coisa, nós mesmos fizemos”.
O evento teve inicio ás 15 horas e foi até aproximadamente às 18 horas, com as bandas: No Future, AVKILL, Hard On Heart e Sweet Face sucessivamente mostrando um pouco do que o underground de Presidente Prudente e região têm a oferecer.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Atividade realizada em Presidente Prudente incluiu panfletagem e discursos de conscientização entre os participantes
Presidente Prudente, SP – Cerca de 200 ativistas do Pontal do Paranapanema estiveram reunidos sábado, 26/01, em Presidente Prudente, no extremo oeste paulista, protestando contra a 38ª edição do Fórum Econômico Mundial que terminou domingo em Davos, na Suíça. Organizado pelo Coletivo Anarquista “Liga Libertaria”, o Dia de Ação Global (J-26) demonstrou por meio de seus participantes a insatisfação dos povos às políticas dos governos e das grandes corporações multinacionais.
Apesar do apelo à “liderança colaborativa”, registrado no 38º FEM, com vários líderes e instituições renovando suas respectivas contribuições na luta contra a pobreza, os manifestantes da Liga Libertária afirmam que os objetivos do encontro de Davos são exatamente o contrário: expandir os lucros dos mega-empresários mundiais em detrimento do planeta.
A concentração se deu em frente ao salão da RDS, próxima a APAE prudentina. Com batucadas, palavras de ordem e panfletagem junto a motoristas e pedestres que transitavam pelo local, os ativistas conseguiram dar o recado do manifesto. “Foi uma atividade simples, mas cremos que contribuímos muito, juntamente com outras 48 cidades brasileiras e outras centenas espalhadas pelo mundo, de que somos contrários à exploração, a miséria e a destruição ecológica que vem sendo feito há décadas por um pequeno grupo que controla nosso planeta”, comenta Éderson Pereira Custódio, 25, um dos organizadores do evento.
De acordo com Custódio, os panfletos e zines (publicações alternativas feitas geralmente em folha de papel A4 e que se utilizam de colagens, desenhos feitos à mão) distribuídos explicavam sobre a manifestação e seus objetivos, além de servir de chamado para que mais pessoas se engajem na luta defendida pela Liga Libertária.
Entre as palavras de ordens, havia o desejo de um mundo menos desigual, do ponto de vista socioeconômico. A crítica à política nacional também fez parte do protesto. Entre um e outro “Fora Lula”, ativistas e populares criticavam o governo e os prejuízos à nação decorrente da onda de corrupção que atinge o Brasil. “Lula pratica um governo tão neoliberal e corrupto quanto aos que o antecederam”, afirmou um motorista que apoio a iniciativa dos participantes da J-26.
As questões locais não foram esquecidas pelos participantes do Ato. Um protesto declarado contra a ausência de políticas públicas nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento e geração de empregos no Pontal do Paranapanema foi abordado. “Iniciamos um intenso ativismo contra a expansão da monocultura da cana-de-açúcar. Faremos isso denunciando, entre outros, o alto índice de exploração de trabalhadores nos canaviais”, comenta Custódio.
“Denunciaremos também os grupos econômicos nacionais e multinacionais que destroem o meio ambiente através da degradação do meio ambiente, onde citamos o corte clandestino de arvores, drenagem de mananciais, assoreamento de rios, córregos e nascentes pela monocultura da cana, utilização de agrotóxicos prejudiciais ao meio ambiente”, conclui.
Segundo o ativista CoOk, 15 anos, estudante secundarista, um dos organizadores do Movimento no Pontal, os ideais do Anarquismo tem despertado o interesse de muitos jovens, inclusive na região. “Apesar de estarmos numa região extremamente conservadora, quase que sob regime do coronelismo, com apoio de latifundiários, a juventude tem escolhido o anarquismo como uma alternativa social para o País”. CoOk aponta estudantes secundaristas, universitários e juventude trabalhadora como os mais interessados na história e na militância do Movimento.
O Anarquismo, de acordo com Blisset, 22 anos, universitário, chega de forma distorcida ao conhecimento das pessoas e, aqueles que o praticam, fazem de forma desarticulada, muitas vezes isoladas. São pelo menos três grupos atuando timidamente só em Presidente Prudente, distribuindo material e vendendo livros; manifestando contra as Guerras comandadas pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush; manifestos contra a política das corporações multinacionais que atuam na região; entre outros.
A partir de agora, pretende-se formar coletivos anarquistas em pelo menos 70% dos municípios do Pontal. Estes formariam a Liga Libertária, que atuaria diretamente nos movimentos sociais e sindicais, de lutas operarias e camponesas.
Outra frente de luta que o Movimento Anarquista propõe para o Pontal será o intenso ativismo contra a expansão da monocultura da cana-de-açucar. “Faremos isso denunciando a exploração e o alto índice de exploração de trabalhadores nos canaviais. Denunciaremos também os grupos econômicos nacionais e multinacionais que destroem o meio ambiente através da degradação do meio ambiente, onde citamos o corte clandestino de arvores, drenagem de mananciais, assoreamento de rios, córregos e nascentes pela monocultura da cana, utilização de agrotóxicos prejudiciais ao meio ambiente”, explica a ativista feminista Lilith, de 17 anos.
O Movimento Anarquista pretende difundir ainda as idéias do Sindicalismo Revolucionário ou Anarco-sindicalismo, fortalecendo sindicatos e realizando formação dos ativistas na ação direta e em trabalhos de campo nos assentamentos rurais e nos sindicatos.
“Usaremos todos os meios necessários para difusão do anarquismo, desde simples panfletos, fixação de material em murais de escolas e centros comunitários, até informativos e também a rede mundial de computadores. É preciso fazer um trabalho de libertar o homem do domínio do homem, desenvolvendo nos indivíduos sua participação direta e não delegada no meio em que vive”, diz o ativista Squat, 25 anos.
Nas palavras da anarquista L. Susan Brown:
"Embora a compreensão polular de anarquismo seja de um movimento violento anti-estado, o anarquismo é uma tradição muito mais sutil e delicada do que a simples oposição ao poder governamental. Os anarquistas se opõem à ideia de que o poder e a dominação são necessarios para a sociedade, e por isso defendem formas mais cooperativas e anti-hierárquicas de organização economica, politica e social." [The Politics of Individualism, p. 106]
Portanto, "anarquismo" e "anarquia" são sem dúvida as ideias mais deturpadas na teoria política. Geralmente, as palavras usadas para significar "caos" ou "desordem", e portanto, por implicação, anarquistas desejam o caos social e o retorno "à idade da pedra".
Este processo de falsificacao tem paralelos na historia. Por exemplo, em paises em o governo é exercido necessáriamente por uma pessoa (monarquia), as palavras "república" ou "democracia" são usadas precisamente como "anarquia", significando desordem e confusão. Aqueles que se interessam em manter o status quo obviamente se dedicam a afirmar que a oposição ao corrente sistema não poderia funcionar na prática, e que uma nova forma de sociedade resultaria no caos. Ou, como Errico Malatesta expressou:
"enquanto pensarem que o governo é necessario e que sem governo tudo seria desordem e confusao, é natural e lógico que anarquia, que significa ausencia de governo, soe como ausencia de ordem." [Anarchy, p. 12].
Anarquistas querem mudar essa ideia do "senso comum" de "anarquia", para que as pessoas vejam que o governo e outros relacionamentos sociais hierarquicos são tão nocivos quanto desnecessarios:
"Mude as opiniões, convença o público de que o governo não é apenas desnecessario, mas extremamente nocivo, e então a palavra anarquia, justamente porque significa ausencia de governo, significará para todos: ordem natural, conjunto das necessidades humanas e o interesse de todos, completa liberdade com completa solidariedade." [Ibid., pp. 12-13].
Nas palavras da anarquista L. Susan Brown:
"Embora a compreensão polular de anarquismo seja de um movimento violento anti-estado, o anarquismo é uma tradição muito mais sutil e delicada do que a simples oposição ao poder governamental. Os anarquistas se opõem à ideia de que o poder e a dominação são necessarios para a sociedade, e por isso defendem formas mais cooperativas e anti-hierárquicas de organização economica, politica e social." [The Politics of Individualism, p. 106]
Portanto, "anarquismo" e "anarquia" são sem dúvida as ideias mais deturpadas na teoria política. Geralmente, as palavras usadas para significar "caos" ou "desordem", e portanto, por implicação, anarquistas desejam o caos social e o retorno "à idade da pedra".
Este processo de falsificacao tem paralelos na historia. Por exemplo, em paises em o governo é exercido necessáriamente por uma pessoa (monarquia), as palavras "república" ou "democracia" são usadas precisamente como "anarquia", significando desordem e confusão. Aqueles que se interessam em manter o status quo obviamente se dedicam a afirmar que a oposição ao corrente sistema não poderia funcionar na prática, e que uma nova forma de sociedade resultaria no caos. Ou, como Errico Malatesta expressou:
"enquanto pensarem que o governo é necessario e que sem governo tudo seria desordem e confusao, é natural e lógico que anarquia, que significa ausencia de governo, soe como ausencia de ordem." [Anarchy, p. 12].
Anarquistas querem mudar essa ideia do "senso comum" de "anarquia", para que as pessoas vejam que o governo e outros relacionamentos sociais hierarquicos são tão nocivos quanto desnecessarios:
"Mude as opiniões, convença o público de que o governo não é apenas desnecessario, mas extremamente nocivo, e então a palavra anarquia, justamente porque significa ausencia de governo, significará para todos: ordem natural, conjunto das necessidades humanas e o interesse de todos, completa liberdade com completa solidariedade." [Ibid., pp. 12-13].
Trecho "O QUE É ANARQUISMO" extraido do site do Coletivo Projeto Periferia